
Vendas altas, lucro baixo? O erro está na sua gestão
08/10/2025
A maior mudança tributária dos últimos 30 anos não é mais uma promessa distante. Com a regulamentação da Lei Complementar nº 214/2025, as regras do jogo estão definidas. Quem não adaptar a operação agora, vai enfrentar um choque de fluxo de caixa já no início de 2026.
Vamos direto ao ponto.
O setor funerário passou anos dominando as regras do ISS, do PIS/COFINS e lidando com as peculiaridades de cada município. Era um cenário complexo, mas conhecido. Esse mundo acabou.
A Reforma Tributária (iniciada pela Emenda Constitucional 132/2023 e regulamentada pela LC 214/2025) não é apenas uma mudança de alíquotas. É uma mudança de lógica. Estamos saindo de um sistema cumulativo e confuso para um sistema de Valor Agregado (IVA Dual), com o IBS (Estados e Municípios) e a CBS (Federal).
Para o setor de serviços — onde funerárias, cemitérios e crematórios operam —, o impacto vai muito além da calculadora.
O Fim da Cumulatividade e o “Split Payment”
A grande promessa da reforma é a não-cumulatividade plena. Na teoria, o crédito é gerado sobre tudo o que se compra e o imposto é pago apenas sobre o que se agrega de valor. Na prática, isso exige um controle fiscal que poucas empresas do setor têm hoje.
Sem um controle absoluto de cada nota de entrada (insumos, urnas, flores, serviços tomados), paga-se mais imposto do que se deve. O “achismo” fiscal vai custar caro.
Além disso, temos o “Split Payment” (pagamento dividido). Nesse modelo, o imposto será recolhido no momento da liquidação financeira. Quando o cliente passar o cartão, o banco já separa a parte do governo automaticamente.
Se o sistema não estiver preparado para prever e conciliar isso, o fluxo de caixa vai furar. Sua empresa contará com um dinheiro que, na verdade, já foi recolhido na fonte.
⚠️ Segurança Fiscal: A Tecnologia como Aliada
É neste cenário de mudanças que a escolha da tecnologia certa faz toda a diferença.
O INTUO iVertex está preparado para a reforma tributária, o novo padrão nacional de NFSe e as novas alíquotas.
Enquanto o mercado ainda está se adaptando às regras da LC 214/2025, nossa engenharia já preparou o ecossistema para garantir que a emissão de notas e o cálculo tributário estejam sempre em conformidade. Com o iVertex, a transição fiscal é tranquila e segura para a sua operação.
O Novo Padrão Nacional de NFSe (Obrigatório em 2026)
Outro ponto crítico é a unificação da Nota Fiscal de Serviço Eletrônica (NFSe). Acabou a variedade de layouts diferentes para cada prefeitura. Agora, existe um Padrão Nacional.
Segundo o Portal da Nota Fiscal de Serviço Eletrônica, a adesão ao padrão nacional será obrigatória a partir de janeiro de 2026. Isso é ótimo para a simplificação, mas pode ser um desafio para sistemas legados.
ERPs antigos ou planilhas podem ter dificuldades para conversar com o novo ambiente nacional de dados. Se o sistema atual apresenta instabilidade para emitir uma nota hoje, imagine quando tiver que seguir regras nacionais rígidas e integradas em tempo real com a Receita Federal?
A Hora de Arrumar a Casa é Agora
A transição começa agora, e a adaptação dos processos é fundamental:
- Auditoria de Cadastro: Os produtos e serviços estão classificados corretamente? (NCM, códigos de serviço). No novo sistema, a classificação correta é essencial.
- Revisão de Contratos: Os contratos de planos futuros (vendas preventivas) estão preparados para a nova carga tributária?
- Tecnologia: O ERP é apenas um “emissor de nota” ou um parceiro estratégico na gestão fiscal?
Antecipe-se às mudanças. A Reforma Tributária trará benefícios para quem estiver organizado e com a tecnologia certa ao seu lado.
